É… Missão ingrata que caiu nas mãos do Jobim… Ser o novo ministro da Defesa da República Federativa do Brasil. Realmente acredito que ele vai precisar de muito mais talento que o saudoso Tom Jobim.
Além de pegar o ministério no meio de uma “crise aérea”, que está sendo fenomenalmente ampliada pela mídia, vai pegar as Forças Armadas com capacidade de atuação diminuída devido ao sucateamento dos seus aparelhos.
A solução da Crise aérea vai demandar verbas extras e pulso forte no comando… Se eu fosse o ministro, devolveria o controle de tráfego todo para a FAB, pois não há estrutura para separação dos controles civis e militares… Não existiriam radares suficientes, o investimento seria muito maior. Já que não há estrutura para duas redes de controle, a rede mista será eficiente assim: Todo o controle aéreo nas mãos da FAB, toda infraestrutura aeroportuária nas mãos da Infraero, e toda a questão de legislação e controle da qualidade e abusos das empresas de aviação nas mãos da ANAC, sem ninguém se metendo na tarefa dos outros, a não ser a cúpula do ministério que iria coordenar todas as atividades.
Mas o maior desafio, é o reaparelhamento das Forças Armadas. Desde o início da década de 90, o orçamento vem diminuído, chegando a faltar até comida nos quartéis no ano de 2003 se não me falha a memória. Nesse tempo, o Exército deixou de comprar o EE-T1 Osório, o carro de combate fabricado pela Engesa no Brasil, e que venceu concorrências no exterior, superando o M1 Abrams americano. Como não foi comprado, a Engesa faliu. Aliás a indústria de Defesa brasileira está entregue as moscas, pois as forças armadas não tem dinheiro para investir em compras. Hoje o Exército compra tanques alemães Leopard 1, usados, da década de 70. Os Fuzis são antigos, faltam equipamentos de GPS, rádios, radares, projetos de mísseis nacionais não avançam por falta de dinheiro e outras mil coisas… Na Marinha, os navios mais modernos, as Fragatas “type 22″ compradas da Inglaterra estão encostadas, devido a falta de manutenção nos navios, com sistemas inoperantes. Os aviões comprados para o Porta aviões São Paulo continuam sem radar, se houvesse a verba adequada, já teríamos um submarino nuclear faz tempo… E essa sim, é uma arma que coloca medo em qualquer Marinha, visto que não há meios seguros de se detectar e destruir um submarino… Na FAB a situação não é diferente, embora os pilotos sejam extremamente profissionais, os meios que a FAB dispõe são insuficientes para garantir nossa soberania. Com a modernização dos antigos F-5, feita pela Embraer juntamente a uma empresa Israelense, a FAB passou a operar mísseis BVR (além do alcance visual) e a operar com o Datalink.
Os F-5 operando com os aviões de alerta aéreo antecipado, permitiram a FAB operar no conceito da “guerra centrada em redes”, o método mais moderno no mundo, sendo a 3ª força aérea do mundo a atingir tal conceito, isso demonstra o profissionalismo da equipe da FAB. Mas isso não basta, face as aquisições de armamento de outros países da américa do Sul.
A venezuela, comprou o mais temido caça da atualidade, o Sukhoi Su-30, um desses pode abater 8 caças brasileiros antes que nós possamos os detectar… Vai comprar blindados russos, e comprou 100.000 fuzis novos. O Chile comprou mais de 200 tanques Leopard 2, o mais moderno do mundo; comprou caças F-16. O Peru há tempos opera Mirages 2000 e Mig 29.
Com essa falta de verbas crônica, o Brasil deixou de ser o líder militar na região. E o grande desafio, de reaparelhar as Forças Armadas, é convencer o povo de que precisamos de armas… Tarefa difícil de conseguir…
E tarefa impossível, é o Brasil de Lula conseguir a tão almejada reforma no conselho de segurança da ONU, e ainda entrar como membro permanente, com as Forças Armadas desatualizadas…
Para que tudo se resolva, só falta uma coisa, aumentar as verbas da Defesa, e todos esses problemas vão acabar… É só o governo levar o ministério a sério!





